domingo, 16 de agosto de 2009

ATL

O Prazer vira dor Das lições aprendidas no sofrimento Das perguntas que me torturam Sobre se o amor é humano Em como nos toca Os pensamentos são peixes Subindo o rio Nas lágrimas da sua mentira Lutando contra a corrente da dor Que mata mais do que a criada Pelo caos das nossas emoções interligadas Caos, porque a âncora Da flecha de Eros Foi tirada da nau Da minha eterna paixão A separação não é tão simples Quanto a distância entre nós Minha mente não mais possuída Pelos demônios Testemunhas de como Suas mentiras me escravizaram As sementes dessas mentiras Têm raízes tão profundas Que minaram o alicerce Do que um dia dividimos Deixando que a fé em nós Jorre como um rio Rasgando a imagem do nosso futuro Tão violenta e brutalmente Como uma criança Roubada dos braços da mãe Estou envolto em sombras Mas me recuso a ser engolido por elas Minha solidão é como o ar noturno Invisível ao olho, óbvio ao toque; Em seu frio desconforto Mas se pudesse fazer tudo de novo Eu o faria nessa mesma pele Deitar e deixar o amor morrer Deitar e deixar o amor mentir Não, eu, não Vou continuar E deixar o amor voar Mesmo que tenha visto O seu lado sombrio: a mentira Nada é tão quente ou doce ao paladar.

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